Não precisa gritar que me ama, não precisa colocar sub’s lindos pra me agradar, não precisa mudar o relacionamento no Orkut, muito menos o Status de relacionamento do Facebook. Não me mande mentions no Twitter com frases roubadas de outros poetas. Não faça alarte, não me exiba, não se exiba, não torne isso em uma mini-série. Ao invés disso sussurre um “Eu te amo” no meu ouvido, me mande cartas, me escreva bilhetes no guardanapo. Use suas palavras, seus gestos. Use os nossos momentos a dois. Me dê um abraço apertado, um beijo demorado, uma mordida no lábio. Me dê apelidos inusitados, cabelos arrepiados, rodopios no meio do nada. Me dê toda a sua idiotisse, toda a sua bobeira, para junto criarmos as nossas bobeiras, as nossas besteiras. Para juntos fazermos nosso livro, nossa tirinhas. Fazer nossos pequenos fragmentos de felicidade.
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